Posted in Crônicas

Silenciar sentimentos. Uma bomba-relógio ligada!

Você nunca sabe quando ela vai explodir e reza pra isso não acontecer.

Silenciar sentimentos. Uma bomba-relógio ligada! Posted on 21 de dezembro de 2017

Trabalha à mais de 20 anos com T.I. focado nas áreas de infraestrutura de redes, suporte á clientes e desenvolvimento de soluções web. Gosta de músicas, filmes, séries, escrever no blog suas crônicas, pensamentos, opiniões e principalmente fotografias.

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Houve um tempo não muito distante que eu achava que estava certo em sempre demonstrar o que sentia. Depois disseram que era errado.
Errado pois eu acabava magoando as pessoas, consequentemente isso afetou muito na minha adolescência de depois de adulto. Era como mascarar uma coisa que me corroía por dentro com uma cara de paisagem. É uma tarefa difícil pois você passa a ser uma pessoa amarga, com riso falso tentando passar segurança que nem mesmo existe.

Até que um belo dia a caixa transborda e você explode com uma potência devastadora a ponto de ser o que tu não és, algo toma conta de você e fala coisas que segurava com todas as forças. É por isso que figuro uma bomba, pois seus estilhaços atingem tudo o que tem a sua volta inclusive quem você protegeu para nunca machucar. O estrago é tanto que para arrumar tudo depois se torna tão doloroso quando o tempo que você se manteve naquela vibe de calmaria por tanto tempo.

Lendo a matéria eu lembrei de muita coisa sobre o que passei anos atrás e jurei que não me maltrataria mais até porque reprimir sentimentos, conter aquela opinião que você quer falar numa discussão para não piorar a conversa, praticamente é como injetar veneno aos poucos em suas veias. Até que chegamos ao ponto em que o seu corpo vai começar a te avisar que algo está errado.

Eu sou portador do que chamamos de Psoríase, uma doença psicossomática onde sua pelo apresenta lesões em várias partes do seu corpo. Quando você passa por um período de estresse essas lesões aparece sorteando um pedaço de seu corpo. Pode ser os pés, joelhos, costas… no meu caso são as minhas próprias ferramentas de trabalho: Minhas mãos. Começa com um ressecamento até que o corte começa a aparecer. Se eu aplicar pressão como segurar em um corrimão de ônibus estes cortes começam a sangrar e não é pouco.

Esse foi o prêmio principal por poupar as pessoas de escutar a minha opinião formada, com fundamento, claro, e na sua maioria das vezes por suportar situações que não estavam no meu controle. Me diga que um dia uma casa vai ficar pronta sem a data de conclusão e uma semana depois te apresento o resultado de sua previsão incompleta. Apenas um exemplo hipotético. Sei que devemos saber escolher as palavras para falar, mas e quando não temos mais palavras para expressar alguma condição em que nós nos encontramos? Não existem outras formas senão somente aquela. A matéria diz que devemos falar alto para dizer aquilo que pensamos, no meu caso se falo alto dá a impressão que estou brigando por minha voz ser muito impostada (voz de radialista).

Hoje, mais do que nunca sei que tenho um limite e infelizmente ele não é tão grande e ficou menor pois não tenho mais saúde para suportar mais. Então quem quer que esteja comigo tem que me conhecer muito bem. Você deve, isso sim, respeitar as pessoas mais sensíveis, aquelas que qualquer coisa se mordem por qualquer coisa e fecham a cara. Fuja dessas pessoas. Seu coração, seu corpo, sua cabeça merecem mais atenção. Respire fundo, mais uma vez e fale o que não está bom. Seja claro(a) e sucinto com suas palavras e não enrole para chegar ao ponto. Querer falar o que sente não é fazer um rodeio de um livro de romance pois vai fazer a pessoa se cansar e tornar a conversa pesa e pode ser pior pra você, que pode estar por um fio.

Fiz um comentário na postagem que diz assim:

Todos nós sabemos que temos dentro de cada um algo que se compara a uma panela de pressão. Chega um momento que a válvula de escape não dá conta e a panela explode. Vemos mundo afora que muitos até sabe administrar estas absorções de sentimentos outros nem tanto. Os que conseguem administram com esportes, remédios e qualquer outro paliativo pra baixar a pressão de sua panela. Outros que não tem como administrar são os que mais sofrem como a ansiedade, com a raiva e com a sensação de que foi enterrado vivo no meio de uma noite de “sono”. Alguns elogiam os que guardam pra si toda uma tormenta na maioria das vezes para poupar o responsável por ela. Mas vamos lembrar de duas coisas básicas: 1 – Seu tempo aqui é finito, então dê valor a cada manhã que você acorda. 2 – Sua saúde é o seu maior bem, precioso e delicado. Se você não cuida o preço a ser cobrado pelo seu desleixo é muito mais alto do que a consulta e o remédio juntos. Se dê o valor, hoje e sempre!

 

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As cicatrizes de uma explosão são eternas e não vão sair por nada. Porque? Para você lembrar que é humano e tem sim o direito de reclamar da camisa mal passada e do café que chegou frio na sua mesa. Apenas escolha bem suas palavras para não magoar as pessoas. Nem todos tem o mesmo aço que foi forjada sua panela para aguentar a mesma pressão que você. Respeite para ser respeitado se caso ela venha explodir. A sabedoria pode existir no meio de explosão pois só assim poderemos mostrar da forma certa o que seguramos por tanto tempo apenas para manter a integridade daquele(a) que foi aumentando o fogo do fogão.

Paz e luz para todos!

Link da matéria: O Segredo

Trabalha à mais de 20 anos com T.I. focado nas áreas de infraestrutura de redes, suporte á clientes e desenvolvimento de soluções web. Gosta de músicas, filmes, séries, escrever no blog suas crônicas, pensamentos, opiniões e principalmente fotografias.

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